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Toda semana um tema diferente para sua edificação

Artigos dos pastores...

                                 CANDIDATO: IRMÃO, PASTOR FULANO DE TAL

“Todavia, ainda que venhais a sofrer porque viveis em justiça, sereis felizes. “Não vos atemorizeis, portanto, por causa de ameaças, nem mesmo vos alarmeis.” Antes, reverenciai a Cristo como Senhor em vosso coração, estando sempre preparados para responder a qualquer pessoa que vos questionar quanto à esperança que há em vós.” (I Pe 3.14,15)

Abriu-se a pré-temporada e em breve virá temporada das campanhas eleitorais. Algo que nos chama a atenção são esses “títulos” irmão-pastor, colocados antes dos nomes, sugerindo e só sugerindo, alguém que vai com unhas e dentes defender a nossa fé, ou no mínimo se posicionar em defesa dos interesses dela. Mas via de regra não é o que tem acontecido com esses, claro, com raríssimas exceções.

O isolamento social nos levou a uma reflexão sobre como se posicionou esses políticos irmãos-pastores na Bahia. O governador do estado e o prefeito se uniram, numa clara aliança contra o governo federal, com olhares voltados para o palácio Tomé de Souza e o CAB (quem viver verá). Mas esse não é foco desse artigo. Pois bem, os dois fecharam questão acerca do isolamento. Até aí tudo normal se não observassemos como as igrejas foram discriminadas em relação ao comercio, bares e outros locais. O prefeito e o governador fizeram discursos contundentes e destemperados com relação aos templos religiosos. É bom lembrar que os evangelicos são "acusados de eleger o atual presidente. Como exemplo dessa desproporcionalidade, o Largo do Rio Vermelho estava “socado” de pessoas sem mascaras, sem distanciamento, supermercados lotados, etc. Enquanto isso as igrejas permanecem até hoje,  com limitações protocolares exageradas. Não se viu um depoimento desses políticos irmãos- pastores sobre o assunto. Todos sumiram e assumiram o posicionamento e orientação dos seus partidos políticos, tantos os de esquerda como os de direita, o que demonstra que os   irmãos-pastores optaram em colocar a sua fé num segundo plano. Como costumamos dizer alguns acreditam em três coisas: Papai Noel, Saci Pererê e que esses irmãos-pastores vão defender a ferro e fogo a sua fé em detrimento da orientação política partidária.

Nas nossas redes sociais já estão aparecendo os nossos "paladinos" representantes como responsáveis pelas aberturas dos templos. Maquiavel tem razão: “o povo tem memória curta” Os nossos silenciosos “representantes” agora, aparecem com os seus líderes do executivo estadual e municipal comemorando a abertura pífia dos templos de olho  nos nossos títulos de eleitores.

Nos faz lembrar uma ilustração:

Um homem foi consultar um sábio dizendo:

- Mestre minha vida está muito ruim. Com esse isolamento estou brigando muito com minha mulher e filhos. O que faço?

O sábio então o aconselhou:

- Vá para casa e coloque duas vacas dentro de casa e retorne dentro de uma semana.

O indivíduo retornou dizendo ao sábio que havia piorado.

O sábio lhe disse:

Vá para casa e coloque mais dois porcos dentro de casa e retorne na semana que vem

O indivíduo retornou informando que estava ficando pior.

O sábio mandou quentão que colocasse dez galinhas dentro de casa e retornasse na semana seguinte.

Na terceira semana de isolamento o indivíduo retornou dizendo que a situação estava insustentável e que estava pensando em separar-se. 

O sábio disse:

- Volte e faça isso: na primeira semana retire as duas vacas de dentro de casa; na segunda retire os dois porcos; na terceira retire as dez galinhas e depois volte aqui.

Passada três semanas um indivíduo voltou agradecendo ao sábio porque a sua vida estava maravilhosamente bem em plena pandemia. Agradeceremos  a quem fechou desproporcionalmente e abriu timidamente? Querer o credito sobre isso é assumir a demagogia da unção.

Consideramos que votar num cristão deve ser um dos parâmetros para nortear o voto de um outro cristão, afinal isso e representá-lo, mas não o único. Não temos nos decepcionado com as nossas escolhas. Talvez porque não criamos muitas expectativas e, procuramos entender as limitações de candidatos que procuram fugir da dependência do poder executivo, pois não existe almoço de graça.

A verdade nua e crua é que estamos longe de sermos um povo que escolhe representantes, com raras exceções, comprometidos com a causa de Deus e consequentemente do nosso próximo. Se tivéssemos, nessa questão do isolamento, como em tantas outras, o buraco seria mais embaixo.

Como cristãos temos a nossa parcela de culpa pelo que está acontecendo nesse país. Podemos não ter nossos bandidos de estimação, mas mantemos o “status quo’ do pais de uma República de Bananas. Pastores que indicam candidatos ao seu rebanho sem ao menos conhecer sua vida espiritual e, por conta disso temos escolhido coniventes Judas Iscariotes.

                                              Pr. Ivan Jorge dos Santos Luna

30/052019

 

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