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                       CEIFA E OS CEIFEIROS 1

                                                  Pr. Pedro Moura - PhD Teologia

 

Texto - João 4.35-38. Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa. Quem ceifa já está recebendo recompensa e ajuntando fruto para a vida eterna; para que o que semeia e o que ceifa juntamente se regozijem. Porque nisso é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro o que ceifa. Eu vos enviei a ceifar onde não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.

                Introdução - O contexto desse maravilhoso texto é a saída do Senhor Jesus, da Judéia para a Galiléia, a fim de evitar uma crise desnecessária, suscitada pelos líderes fariseus. Quem batiza mais? quem faz mais discípulos? Jesus ou João, o Batista? Isso não interessava ao Senhor. Isso não deve interessar também a nós, seus seguidores. João, o apóstolo, registra um outro episódio dessa natureza, quando diz: "Assim houve uma dissensão entre o povo por causa de Jesus" (João 7.43). E a resposta do Mestre veio logo a seguir, como afirma o hagiógrafo: "Mas Jesus foi para o monte das Oliveiras" (João 8.1). Optou por recolher-se a um lugar que costumava frequentar em seus momentos de isolamento e oração. Paulo, o apóstolo, por sua vez, lista dissensões e facções como "obras da carne" (Gálatas 5.20), e Tiago, meio-irmão do Senhor, adverte que o sentimento faccioso leva à mentira (Tiago 3.14).

            O Senhor Jesus sabia que as comparações causariam ciúmes, facções e divisões no meio dos seus discípulos e dos discípulos de João, o Batista. Para ele, quanto mais a igreja unida tanto mais eficaz será sua luta contra as hostes infernais da maldade; e tanto mais eloquente será o seu testemunho diante do mundo (João 17.11,21-23).

            A prioridade do Senhor Jesus é a propagação do evangelho, a semeadura no reino. Para isso, a igreja deve estar atenta ao ensino específico, que ele dirigiu aos apóstolos:

I.  A tarefa está acima de qualquer interesse

            Em Samária, no encontro com a mulher samaritana, Jesus ensina sobre a iminência da ceifa. Sua perspectiva é bem distinta da perspectiva dos discípulos:

            1) Para Jesus, fazer a vontade de Deus é o que mais importa. Cansaço, sede e fome podem esperar. Tudo pode esperar. "Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis" (João 4.32);

            2) Para os discípulos, os interesses materiais, as necessidades físicas têm prioridade. Por isso, chamam a atenção do Senhor, dizendo: "Rabi, come" (João 4.31);

            3) Fazer a vontade de Deus está acima de cultura, costumes, sexo, crenças, etc. Essas coisas são importantes, mas nunca devem ser embaraço à tarefa de anunciar o Evangelho;

            4) Os discípulos ainda têm os costumes, os preconceitos, a cultura enraizada, dominando suas mentes. Por isso, ao retornarem da cidade, logo se admiram "de que estivesse falando com uma mulher" (João 4.27). 

II.  A tarefa é mais iminente que se possa pensar

            Em continuação, o Senhor indaga: "Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa?" (João 4.35a). A pergunta é retórica, nem exige resposta. Mas se houvesse, seria: "Sim, nós dizemos isso mesmo: faltam quatro meses até que venha a ceifa". A consciência de uma tarefa a ser realizada nem sempre está associada à sua iminência. No entendimento dos discípulos, é indiscutível a proximidade e a necessidade da ceifa, mas ainda faltam quatro meses... todo mundo sabe disso, inclusive o Senhor Jesus, que faz a menção: "Não dizeis vós...?". Depois, no entanto, ele mesmo ajunta o maravilhoso ensino: "Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa" (João 4.35b).

 

III.  A tarefa foi dada a toda a igreja

            A igreja não pode prescindir da igreja. O conceito de igreja como casa ou templo tem sido amplamente discutido, mas, talvez seja bom não esquecer o que alguns pensam: que a igreja é sua própria congregação. Isso é verdade, mas não é toda verdade. Porque cada congregação é uma pequenina parte da igreja. A Igreja de Cristo está espalhada pelo mundo. Aqui e ali, em toda parte, o Senhor está preparando sua "noiva", embelezando-a, purificando-a e santificando-a para o encontro nas bodas do porvir, as Bodas do Cordeiro (Apocalipse 19.7).

            Muitas dessas congregações estão vivendo em plena liberdade, outras sob perseguição, sofrimento e morte. Mas a igreja é a composição de todas elas. Por isso, o amor entre os irmãos das diversas congregações é o que mais importa ao Senhor. E cada um de nós expressa isso em disposição de atender a um chamado específico, em preocupação, em socorro, em sustento, em oração, permitindo ao Espírito Santo trabalhar e operar em todos a necessária e indispensável unidade. Sem ela, o trabalho será grandemente prejudicado.

IV.  A tarefa exige pureza e unidade da igreja

            Em sua oração sumo-sacerdotal (João 17), o Senhor Jesus orou por dois principais motivos: unidade e pureza. E eu não sei se há alguma necessidade maior, mais premente do que essas, na vida da igreja do Senhor, nos dias de hoje.

            Unidade - Irmãos que se endurecem contra irmãos, que votam desprezo, que falam mal, que se separam. Olhos sempre voltados para a própria agenda, e nada mais interessa. Enquanto isso, o Senhor rogava ao Pai por todos, igualmente; todos os crentes, em todos os lugares e em todos os tempos. Orou até pelo último que viesse a nascer antes da sua gloriosa volta, sempre enfatizando a unidade: "Eu não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós ... e rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão crer em mim ... para que todos sejam um" (João 17.11,20,21a).

            Pureza. Como está o testemunho da igreja, hoje, nessa questão de pureza? Rejeitamos e condenamos ou acatamos e aderimos às imposições do presente sistema? Quando Paulo afirma que Demas o abandonou "tendo amado o mundo presente..." (2Timóteo 4.10), ele usa a palavra grega aión, mundo, para referir ao sistema perverso, à presente ordem, que se sobrepõe aos princípios, à ética e à sã doutrina.  

            A desunião na igreja opera uma destruição mais eficaz, no mundo, que o próprio trabalho de Satanás. Todo testemunho à parte da unidade na igreja é flácido. Jesus faz referência enfática a essa destruição, quando diz: O mundo não crê que o Pai me enviou. Não adianta pregar

            Conclusão - A razão de tamanha preocupação do Senhor é que a unidade fortalece o testemunho da igreja, e o mundo reconhece e crê em Jesus: "Que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste ... eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste" (João 17.21b,23). Portanto, nós precisamos urgentemente uns dos outros para o sucesso da semeadura, para o sucesso da expansão do evangelho.

30/052019

 

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